sábado, 22 de abril de 2017

Amar-te e Respeitar-te...

No dia 19 de abril, fomos convidadas pelo CLDS 3G de ALmeida a participar numa atividade com o tema da Violência no Namoro, em Vilar Formoso. À chegada, entregaram-nos balões azuis (o azul é a cor do laço que representa a prevenção dos maus-tratos na infância) e fizemos uma largada antes de entrar no edifício. De seguida, assistimos à apresentação do projeto do Jimmy P que fala do tema da Violência no Namoro. Falou-nos do seu livro que contém três histórias diferentes sobre o tema e três canções da sua autoria. Tivemos a sorte de ouvir as três ao vivo. Após este momento, assistimos à representação das três histórias diferentes. No final, tirámos uma fotografia com o Jimmy P e com a equipa do CLDS 3G a quem agradecemos a oportunidade. Não podíamos vir embora sem o livro autografado pelo Jimmy P "para as princesas da serra". Foi uma excelente forma de iniciar um 3º período! Andreia.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Ser Psicóloga neste Lar que é uma Casa...

Sou Psicóloga em vários sítios com diferentes populações mas um deles é muito especial…já teve muitos nomes, agora chama-se Casa de Acolhimento mas já foi Lar de Infância e Juventude… isso mesmo trabalho com crianças e jovens em risco… Nunca imaginei trabalhar nesta área…sou de clínica e tirei o meu curso em França e lá o sistema de acolhimento é um pouco diferente, aliás bastante diferente até, não existem estruturas deste género, pelo que eu estava completamente a zero quando comecei há 13 anos atrás (ui o tempo passa mesmo depressa) …Iniciei a minha atividade a meio-tempo e devo confessar que nos primeiros meses andava um pouco perdida quanto às minhas funções, pois, se é verdade que atendia as meninas individualmente e até fazia avaliações, também as acompanhava noutras atividades como colónias de férias e passeios…a minha “neutralidade” foi, muitas vezes, posta à prova até que percebi que tinha que colocar um pouco de parte a teoria e “formar-me” a partir daquela nova experiência. Passados estes anos todos, já está tudo mais esclarecido e não, não faço psicoterapia com estas meninas…nem fazia sentido...tenho muitas funções nesta Casa…e também sou psicóloga claro...isso nunca deixo de ser! Sou Psicóloga na forma como falo com elas, na procura de estratégias mas na maior parte do tempo sou Cuidadora. É isso que fazemos nesta Casa, cuidamos de quem nos foi entregue (por tempo determinado tempo que por vezes quase parece infinito para elas…) Nem sempre é fácil, lidamos com sentimentos de revolta, de injustiça, não somos nós que tomamos a decisão do acolhimento mas somos nós que aplicamos…Aprendi a baixar as minhas expectativas, a ser menos rigorosa em relação a certos resultados (nomeadamente os escolares) … Quero acreditar que fazemos a diferença na vida destas miúdas e que conseguimos dar-lhes ferramentas para quando forem autónomas…se funciona sempre? Não claro e sabem porquê? Porque não fazemos camisolas, trabalhamos com pessoas e sim, de vez em quando, erramos e ficamos zangadas e frustradas mas depois recomeçamos tudo de novo no dia a seguir. A Psi.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

quarta-feira, 12 de abril de 2017

No dia 11 de abril de 2017, as meninas da instituição, deslocaram-se até à Santa Casa da Misericórdia de Manteigas, para encenarem a Via-Sacra, junto dos utentes e colaboradores da mesma. As meninas protagonizaram as personagens, dando assim vida e maior relevo ao acontecimento. Cada menina encarou o seu papel e transmitiu de forma emotiva a celebração da morte de Jesus. Foi uma tarde diferente, onde para além do objetivo principal, as meninas tiveram oportunidade de estar perto de uma população mais idosa de Manteigas, sendo que o seu proveito foi bastante positivo. A instituição foi acolhida na Santa Casa da Misericórdia com muito carinho, o que agradecemos muito. Apesar do nervosismo e de algumas falhas, ficámos orgulhosas do resultado e do momento passado junto de outras pessoas. Também estiveram presentes os utentes da Afacidase e os meninos que frequentam o CATL. A atenção era muito e a emoção ainda maior! Esperamos poder repetir atividades parecidas em parcerias, pois, este convívio intergeracional é muito importante. Vânia Ferreira

terça-feira, 11 de abril de 2017

Hoje foi dia de Via Sacra...amanhã contamos tudo :)

A Dignidade...

No passado dia 5 de abril, o CLDS 3G da Guarda dinamizou uma palestra sobre Dignidade Humana. Após o visionamento do filme "The Help" (onde o tema do racismo está muito presente) houve um debate com a ajuda de frases alusivas ao tema. É importante que as nossas jovens possam refletir sobre estes temas e que se lembrem principalmente da conclusão a que todas chegaram: cada uma é responsável pela sua própria Dignidade! Nem sempre é fácil na adolescência termos as nossas próprias opiniões e tomarmos as nossas decisões...por vezes desejamos tanto pertencer a um determinado grupo que deixamos os nosso valores para trás e esquecemo-nos da pessoa mais importante: nós próprios!

terça-feira, 28 de março de 2017

O poder do NÃO...

A Educação deve ser uma das únicas coisas que vem sem manual de instrução… Um dia somos pais e temos que saber as respostas todas e tomar as decisões certas. E como todos trabalhamos e temos pouco tempo para negociações, dizemos, muitas vezes, SIM mesmo sabendo que era melhor ter dito NÃO. O Não leva a mais birras e chatices e ninguém gosta de contrariar os filhos, especialmente quando se passa tão pouco tempo junto deles. No entanto, eles só aprendem graças às regras e aos limites que lhes damos e para ilustrar o meu ponto de vista, deixo-vos um pequeno texto do Dr. Carlos Heckteuer (Médico Psiquiatra), intitulado “PAIS MAUS”. "Um dia, quando os meus filhos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva pais e mães, eu hei de dizer-lhes: - Eu amei vos o suficiente para ter-lhes perguntado aonde vão, com quem vão, e a que horas regressarão; - Eu amei vos o suficiente para não ter ficado em silêncio, e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia; - Eu amei vos o suficiente para fazer-vos pagar os doces que tiraram do supermercado, ou revistas, da papelaria, e fazer-vos dizer ao dono: "Nós tiramos isto ontem, e queríamos pagar". - Eu amei-vos o suficiente para ter ficado em pé, junto de vocês, duas horas, enquanto limpavam o quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos; - Eu amei-vos o suficiente para vos mostrar, além do amor que eu sentia por vocês, o meu desapontamento e também as lágrimas nos meus olhos; - Eu amei-vos o suficiente para deixar-vos assumir a responsabilidade das vossas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração; - Mais do que tudo, eu amei-vos o suficiente para vos dizer NÃO, quando eu sabia que vocês poderiam odiar-me por isso (e em alguns momentos até me odiaram). Essas eram as mais difíceis batalhas de todas. Estou contente, venci... Porque, no final, vocês venceram também! E qualquer dia, quando os meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva pais e mães; quando eles perguntarem se os seus pais eram maus, os meus filhos vão lhes dizer: “- Sim, os nossos pais eram maus. Eram os piores do mundo. As outras crianças comiam doces ao pequeno-almoço e nós só tínhamos que comer cereais, leite, torradas. As outras crianças bebiam refrigerantes, comiam batatas fritas e gelados ao almoço, e nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas. Nossos pais tinham que saber quem eram os nossos amigos e o que nós fazíamos com eles. Insistiam em que lhes disséssemos com quem íamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos. Nossos pais insistiam sempre connosco para que lhes disséssemos sempre a verdade, e apenas a verdade. E, quando éramos adolescentes, eles conseguiam até ler os nossos pensamentos. A nossa vida era mesmo chata! Nossos pais não deixavam os nossos amigos buzinar para que saíssemos; tinham que subir, bater à porta, para que os nossos pais os conhecessem. Enquanto todos podiam voltar tarde da noite, com 12 anos, tivemos que esperar pelo menos até os 16 para chegar um pouco mais tarde; e aqueles chatos levantavam-se para saber se a festa foi boa (só para verem como estávamos, ao voltar). Por causa dos nossos pais, nós perdemos imensas experiências na adolescência: nenhum de nós esteve envolvido com drogas, roubo, atos de vandalismo, violação de propriedade, nem fomos presos por crime algum. Agora, que já somos adultos, honestos e educados, estamos fazendo o melhor para sermos PAIS MAUS, como eles foram".” Não tenham medo de dizer que NÃO quando parece necessário porque o mais importante é o tempo que passamos com os nossos filhos e não os bens que lhes compramos ou as vontades que lhes fazemos. O truque, se existe algum, é ser firme nas nossas decisões por mais pequenas que sejam. Se ficou, por exemplo, decidido que não há guloseimas durante a semana, não vale ceder só porque o dia foi longo e que é “só uma vez”. Se há uma coisa que as crianças sabem é fazer das exceções uma regra! O importante não é se damos poucas ou muitas regras, é, apenas, cumpri-las porque se assim for, terão menos necessidade de dizer Não porque a criança sabe com o que pode contar. A Psi.